SISTEMÁTICA E CLASSIFICAÇÃO BIOLÓGICA


Integrantes: LUCAS PEREIRA (51050), ESTER ESPEZIM (41075), SANTANNA (48121), VIEIRA (58069) e VIZZOTTO (91597)
Turma 204

Bem-vindos ao primeiro texto do nosso blog! Hoje vamos falar um pouco sobre a SISTEMÁTICA E A CLASSIFICAÇÃO BIOLÓGICA, mas, antes de começarmos a explicar tudo, lhe daremos algumas definições de palavras importantes.

 SISTEMÁTICA: é a ciência dedicada a inventariar e descrever a biodiversidade e compreender as relações filogenéticas entre os organismos.

TAXONOMIA: incluída na sistemática, é ciência da descoberta, descrição e classificação das espécies e grupo de espécies, com suas normas e princípios. É importante lembrar que a taxonomia é sempre dicotômica.

BIODIVERSIDADE: refere-se à variedade apresentada pelos organismos vivos no planeta Terra. Não há uma definição consensual de Biodiversidade, mas uma que podemos utilizar é “medida da diversidade relativa entre os organismos presentes em diferentes ecossistemas. ” Esta definição inclui diversidade dentro da espécie, entre as espécies e diversidade comparativas entre ecossistemas.

ESPECIAÇÃO: diz respeito ao processo evolutivo que envolve o surgimento de novas espécies. É a formação de uma nova espécie por meio de uma parte da espécie que se diferencia por meio das variações genéticas e ganha características próprias.

Com esses termos explicados e compreendidos, podemos começar verdadeiramente esse conteúdo. Começaremos, então, com a história da classificação.
          A classificação de seres vivos foi discutida por muitos filósofos e estudiosos, pois, a medida que a cultura e as primeiras civilizações se desenvolveram, surgiram também as primeiras tentativas de classificar as espécies já conhecidas. Nesse texto, porém, só lhe explicaremos sobre os mais notáveis desses filósofos e estudiosos, são eles ARISTÓTELESLINNAEUS (LINEU).



Aristóteles (cuja estátua está na foto ao lado) foi um filósofo grego nascido por volta do século IV a. C. na antiga cidade de Estágira. Sua escola, chamada de Liceu, tinha um método peripatético, ou seja, ele e seus alunos andavam pela cidade discutindo vários assuntos à medida que viam as coisas. Uma dessas discussões acabou gerando importantes observações acerca dos seres vivos. Ele estabeleceu o primeiro sistema de classificação com bases sólidas, apoiando-se em observações e critérios bem definidos. Em sua classificação, os seres vivos estão organizados em ordem decrescente de complexidade (a scala naturae), que tinha como ser humano no ápice e esse pensamento persistiu até o século XIX, quando Darwin apresentou suas ideias (isso veremos mais para frente no texto). O importante nesse momento é saber que Aristóteles criou uma classificação criteriosa de gênero e espécie, classificando os organismos conhecidos em Animais, Vegetais e Minerais.

Carl von Linné (latinizado Carolus Linneaus, 1707-1778) — botânico, zoólogo, médico e naturalista sueco — foi um dos estudiosos que dedicou seus trabalhos a estudar, classificar e nomear espécies vegetais e animais. Para ele, a natureza está dividida em três reinos: vegetal, animal e mineral. Foi ele também que dividiu cada reino em classes, cada classe em ordens, cada ordem em gêneros e cada gênero em espécies.
As categorias taxonômicas atuais seguem muitos conceitos propostos por Lineu. Esses níveis são (do mais abrangente para o mais específico):  REINOFILOCLASSEORDEMFAMÍLIAGÊNERO e ESPÉCIE. Em 1990, o biólogo estadunidense Carl R. Woese (1928-2012) propôs a criação de uma categoria superior aos reinos, os DOMÍNIOS, que são 3.
Lineu teve como contribuição mais importante o estabelecimento de regras de nomenclatura científica, as quais iremos explicar no esquema abaixo:


Mais algumas definições:

CLADOGÊNESE: conjunto de processos que tem como resultado a origem de duas novas espécies.

ANAGÊNESE: conjunto de processos que resulta em diferenciações graduais e sucessivas em uma espécie, podendo resultar no surgimento de uma nova espécie.

           Com essa história toda de classificação, com todas essas mudanças e observações de estudiosos, ficamos com aquela famosa pergunta na ponta de nossa língua: “O QUE É UMA ESPÉCIE, ENTÃO?”. Graças a nós — e a todos os biólogos que discutem muito sobre isso — você poderá descobrir isso.

                Existem várias definições para a palavra espécie, então trabalharemos aqui apenas com o CONCEITO BIOLÓGICO de espécie, para facilitar o entendimento. Sendo assim, seguindo esse conceito, temos alguns critérios para definir uma espécie, que são: APRESENTAR SEMELHANÇA MORFOLÓGICA, VIVER AO MESMO TEMPO E NA MESMA ÁREA, FORMAR POPULAÇÕES (cruzamento aleatório), CRUZAR ENTRE SI GERANDO DESCENDENTES FÉRTEIS e SER ISOLADA REPRODUTIVAMENTE DE OUTRAS ESPÉCIES. Contudo, ainda não podemos considerar esse conceito uma total e imutável verdade, pois ele ainda está sendo discutido.


         Com essa explicação sobre espécie, vale também aprofundar um pouco mais sobre a especiação e suas duas causas mais comuns, já que elas resultam na criação de novas espécies.

ISOLAMENTO GEOGRÁFICO: ocorre quando surge uma barreira geográfica que impede ou dificulta muito a reprodução dos indivíduos dos grupos separados.
REDUÇÃO DO FLUXO GÊNICO: ocorre quando não há nenhuma barreira geográfica, mas por outros motivos não ocorre cruzamento entre os grupos diferentes, como, por exemplo, quando uma espécie de grama se estende por um vasto território, fazendo com que os indivíduos das extremidades tenham poucas chances de cruzamentos. Com o passar do tempo, pode ocorrer diversificação genética em cada um dos grupos.
Vale ressaltar que, quando dois novos grupos de indivíduos entrarem em contato novamente e não forem capazes de se reproduzir ou produzir prole fértil, os mesmos não fazem mais parte da mesma espécie, de acordo com o conceito biológico de espécie.
Agora, juntando todos os conhecimentos obtidos com a leitura desse texto, você poderá entender com maior facilidade o cladograma.
CLADOGRAMA é uma representação gráfica que tem como objetvo expor as relações de parentesco evolutivo entre as espécies. Na base do cladograma, encontramos a RAIZ, e ela representa o ancestral comum dos táxons em estudo. Seguindo o caminho do cladograma, encontramos alguns pontos que representam as novidades evolutivas ou APOMORFIAS de cada grupo. As apomorfias são características que diferem a espécie anterior das posteriores, justamente porque as espécies que apareceram após o surgimento da apomorfia possuirão características que não estavam presentes na espécie ancestral. Então, percebemos que a nossa linha evolutiva se bifurca, dando origem a dois caminhos distintos. Ao final, teremos todos os TÁXONS atuais dispostos na extremidade da árvore, e cada qual com sua trajetória evolutiva expressa no cladograma.
Vamos analisar um desses cladogramas:
Podemos observar que todos os táxons — os descendentes 1,2, 3 e 4 — derivam de um ancestral comum, que se encontra na raiz do cladograma. Logo no início, encontramos o primeiro nó, que provavelmente é o resultado de um evento clandogênico, que, como já vimos, é o conjunto de processos que forma duas novas espécies. Assim seguimos até o segundo nó, que é o ancestral comum entre 2, 3 e 4 e que dá origem a duas novas espécies também por meio da clandogênese. E assim chegamos ao último nó, o ancestral comum entre 3 e 4, sendo 4 o táxon mais derivado desse cladograma. Nesse processo evolutivo, também podem ter ocorrido o processo de anagênese, como já vimos antes. Cada um dos novos táxons que surgem após os nós tem “novidades evolutivas” ou apomorfias que os diferem da espécie ancestral.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

CASTRO OSORIO, Tereza. Biologia 2. 2ª Edição. São Paulo: Edições SM, 2013
VERRI FILHO, Paulo. A Prova da Evolução. National Geographic, fev. 2009. Página 52 a 55.
Moniz, Priscilla. Especiação. Disponível em:
Maciel, Willyans. Aristóteles. Disponível em:
<http://www.infoescola.com/filosofia/aristoteles/> Acesso em 18 de fevereiro de 2019

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