PORÍFEROS
Integrantes: LUCAS PEREIRA (51050), ESTER ESPEZIM
(41075), SANTANNA (48121), VIEIRA (58069) e VIZZOTTO (91597)
Turma 204
Sejam todos bem-vindos a mais um post do nosso Blog! Hoje vamos falar sobre OS
PORÍFEROS.
PORÍFEROS:
Em áreas oceânicas próximas à costa
existem ambientes denominados recifes de corais, onde estão presentes as
esponjas, que pertencem ao filo Porífera. As esponjas são animais
multicelulares inferiores, incapazes de movimento, de aspecto semelhante ao de
várias plantas. Todas as espécies desse filo são fixas a rochas, conchas ou a
outros objetos sólidos. O nome Porífera refere-se à estrutura porosa do corpo.
A esponja comercial, usada no banho e para outras finalidades, é o esqueleto
flexível de uma esponja marinha com todas as partes vivas retiradas.
ESTRUTURA CORPORAL:
Os poríferos não
apresentam folhetos embrionários verdadeiros durante o desenvolvimento e não
desenvolvem tecidos diferenciados.
Todas as esponjas
têm uma cavidade interna, denominada átrio ou espongiocelo, que se comunica com
o ambiente externo por uma abertura denominada ósculo, localizada na parte
superior do corpo da esponja. Além disso, em sua parede corporal há diversos
poros.
Apesar da grande
variedade de formas, a estrutura corporal da esponja pode ser resumida ek três
tipos básicos. Cada espécie desenvolve um tipo característico:
· Tipo asconoide: a esponja assemelha-se
a um vaso. Os poros atravessam a parede e atingem o átrio. (À esquerda).
· Siconoide: a parede corporal dobra-se
sobre si mesma; cada dobra delimita uma pequena câmara na parede. (No meio).
· Leuconoide: há um padrão de dobras
mais complexo, com inúmeras interligadas por canais. (À direita).

As esponjas
apresentam diversos tipos de células:
· Porócitos: células de formato
cilíndrico. Cada célula tem um orifício que a atravessa no sentido longitudinal
(isto é, do maior comprimento), formando um canal para o interior do corpo da
esponja.
· Amebócitos: células totipotentes, ou
seja, capazes de se diferenciar em todos os outros tipos células presentes nas
esponjas. São importantes no crescimento corporal, na digestão, no transporte
de nutrientes, na secreção de elementos esqueléticos e na reprodução.
· Pinacócitos: células achatadas que
compõem uma camada que reveste externamente o corpo das esponjas (a epiderme).
Essas células também revestem os canais presentes nas esponjas siconoides e
leuconoides.
· Coanócitos: células dotadas de
flagelos. É a ação dos flagelos que mantém o fluxo de água no interior do corpo
da esponja.

(Representação
esquemática de uma esponja asconoide. As espículas não são células)
Entre as camadas de
pinacócito e coanócito, encontra-se o mesoílo ou mesênquima, uma camada de
espessura variável, composta de substância amorfa (sem forma definida), na qual
estão imersas fibras de colágeno (uma proteína), vários tipos celulares e, eventualmente,
espículas.
SUSTENTAÇÃO CORPORAL:
As esponjas têm
espículas minerais e filamentos de proteínas fibrosas que auxiliam na
sustentação do corpo; o conjunto de espículas forma um esqueleto mineral; o
colágeno forma uma rede no mesoílo denominada espongina (imagem abaixo).


CIRCULAÇÃO DE ÁGUA:
Uma esponja
asconoide será usada como exemplo para simplificar o estudo.
Os poríferos são
caracterizados pela presença de inúmeros poros na parede corporal, por onde a
água do meio circundante penetra no corpo do animal. O movimento da água é
provocado pelo batimento dos flagelos dos coanócitos. A água presente no
interior átrio é impelida para fora do corpo da esponja, passando pelo ósculo.
O fluxo de água pode ser esquematizado assim:
Poro -> átrio
-> ósculo

NUTRIÇÃO, EXCREÇÃO E TROCAS GASOSAS:
A água que circula
no interior do corpo das esponjas traz partículas nutritivas – detritos
orgânicos, algas microscópicas, protozoários, bactérias – das quais se
alimentam por filtração. À medida que a água circula, os coanócitos fagocitam
as partículas nutritivas, portanto, sua digestão é intracelular. A eliminação
do material não digerido é lançado no átrio, acompanhando o fluxo de água que
sai pelo ósculo. A excreção e as trocas
gasosas são realizadas por simples difusão.
ECOLOGIA DAS ESPONJAS:
Muitas esponjas
vivem em associação com algas ou com cianobactérias, que se alojam no mesoílo.
Essa associação é do tipo mutualismo, pois é benéfica a ambos os organismos.
Experimentos mostram que poríferos em associação com as algas crescem mais
rapidamente e atingem tamanho maior quando expostas à luz, em comparação com
indivíduos semelhantes que foram mantidos no escuro.
REPRODUÇÃO:
· ASSEXUADA: a grande capacidade de
regeneração das esponjas permite que, quando fragmentadas por acidente ou
propositalmente partidas por criadores, novos indivíduos sejam originados a
partir daí. Essa reprodução pode ser por produção de gêmulas, que consistem em
agregados celulares com grande quantidade de reservas nutritivas e envoltos em
camadas de espongina. Formam-se em condições desfavoráveis e quando o ambiente
volta a ser favorável, se diferenciam nas características do grupo, dando origem
a um novo animal. A reprodução assexuada também se dá por brotamento: brotos
são expansões mais ou menos alongadas que se projetam a partir da superfície
corporal da esponja adulta. Eles se destacam da esponja-mãe e são carregados
pela correnteza até se fixarem em um substrato, no qual se desenvolverão.
· SEXUADA: a maioria das esponjas é
hermafrodita, isto é, um mesmo indivíduo produz espermatozoides e óvulos, porém
não ocorre autofecundação, pois a produção desses gametas ocorre em épocas
diferentes. Portanto, o hermafroditismo não é simultâneo. Espermatozoides se
formam de coanócitos, enquanto óvulos podem se originar tanto de coanócitos
quanto de um tipo específico de amebócito. Os gametas maduros são liberados
para o ambiente e a fecundação ocorre na água. Em algumas espécies, os gametas
masculinos penetram pelos poros de indivíduos que apresentam óvulos; nesse
caso, a fecundação é interna e ocorre no mesoílo. Nos dois tipos de fecundação,
o zigoto se desenvolve em uma larva livre-natante. Após o período de vida
livre, a larva se fixa a um substrato e se desenvolve.

(Esquema do ciclo de
vida de uma esponja com fecundação interna)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Porífers ou esponges.
Disponível
em:<http://www.lasalle.cat/lasallehorta/naturals/invertebrats_no_artropodes/porifers_o_esponges.htm>.
Acesso em 18 de junho de 2019.
DINIZ BARROS,
Helenilde. Filo Porífera. Disponível em: <
http://helen-profbio.blogspot.com.br/2012_08_08_archive.html>. Acesso em 18
de junho de 2019.
COSTA OSORIO,
Tereza. Biologia 2. 2ª Edição. São Paulo: Edições SM, 2013
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