REINO FUNGI
Integrantes: LUCAS PEREIRA (51050), ESTER
ESPEZIM (41075), SANTANNA (48121), VIEIRA (58069) e VIZZOTTO (91597)
Turma 204
Sejam todos bem-vindos a mais um post do nosso Blog! Hoje vamos falar de
um reino muito interessante, o Reino Fungi, ao qual pertencem os fungos.
CARACTERÍSTICAS GERAIS:
Antes de começarmos, vejamos algumas das características gerais desses
organismos, as quais serão importantes para a compreensão dos demais e mais específicos
tópicos desse post.
· Eucariotos — apresentam núcleo
organizado
· Unicelulares ou pluricelulares
· Não possuem clorofila
· Vida livre ou parasita
· Habitam em vários tipos de ambientes,
especialmente lugares úmidos, com pouca luz e ricos de matéria orgânica. Também
podem ser parasitas (nas plantas, são chamados de ferrugens, e nos animais, de
micose)
· Parede celular com reforço de QUITINA
(N-acetil glicosamina)
· Reserva — GLICOGÊNIO
· HIFAS — unidade morfofisiológica, seu
conjunto é o MICÉLIO (“pseudo-tecido”)
ESTRUTURA:
Como já dito acima, os fungos podem ser unicelulares ou pluricelulares.
Os fungos pluricelulares são constituídos por uma rede de filamentos
ramificados chamados hifas (que basicamente são as células do fungo). Estas
contêm citoplasma e núcleos e podem apresentar diferentes formas. As hifas
iniciam-se como formações tubulares que, a partir de esporos, se ramificam
continuamente formando uma rede mais ou menos densa de filamentos, o micélio.
O micélio é classificado como um PSEUDO-TECIDO. Mas o que é um
pseudo-tecido? Ao procurarmos “tecido” no dicionário, encontramos essa
definição: “Reunião de células com a mesma estrutura, exercendo determinada
função”. Em um pseudo-tecido, as células
(ou hifas, no caso) também exercem uma determinada função, mas, diferente das
células do tecido, elas não possuem interdigitações, o que possibilita que, se
uma das células morrer, o tecido continue em pleno funcionamento.
Em muitos fungos as hifas possuem septos que delimitam compartimentos
correspondentes a células. O aspecto filamentoso do micélio confere-lhe uma
grande superfície, através da qual se realiza a absorção de nutrientes. Esta
rede de filamentos estende-se rapidamente em todas as direções através da fonte
de alimento. Por vezes as hifas organizam-se formando corpos compactos como,
por exemplo, nos cogumelos.
TIPOS DE HIFAS:
Dependendo do grupo de fungos, as hifas podem apresentar diferentes tipos
de organização. Nas HIFAS CENOCÍTICAS, presentes em fungos simples, o fio é
contínuo e o citoplasma contém numerosos núcleos nele inserido.
Fungos mais complexos, possuem HIFAS SEPTADAS, isto é, há paredes
divisórias (septos) que separam o filamento internamente em segmentos mais ou
menos parecidos. Em cada septo há poros que permitem o livre trânsito de material
citoplasmático de um compartimento a outro.
Nos fungos pluricelulares, que são os mais conhecidos, existem partes com
denominações específicas, as quais podem ser observadas nas imagens abaixo:
Já os fungos unicelulares têm estrutura um tanto diferente, observe:
NUTRIÇÃO:
A nutrição dos fungos é heterotrófica; logo, esses organismos não possuem
clorofila. Mas, ao contrário dos animais, que se alimentam por ingestão, os
fungos são heterótrofos por absorção. Possuem digestão extracelular e
extracorpórea, isto é, eles eliminam no ambiente enzimas que digerem o alimento
disponível; somente depois disso os produtos da digestão são absorvidos pelo
organismo.
O material de reserva dos fungos geralmente é o GLICOGÊNIO, tal como
ocorre entre os animais em geral.
FUNGOS DECOMPOSITORES:
Os fungos saprófagos, juntamente com as bactérias, são os principais
decompositores da biosfera. Geralmente vivem no solo, obtendo nutrientes de
seres mortos. Os fungos decompositores também são responsáveis pelo
apodrecimento de alimentos e outros materiais.
FUNGOS PARASITAS:
São os fungos que vivem às custas de outros organismos, prejudicando-os e
ocasionalmente provocando até sua morte. Várias doenças são causadas por fungos
parasitas, inclusive as micoses que atacam os seres humanos.
FUNGOS MUTUALÍSTICOS:
São os fungos que se associam a outros organismos, estabelecendo uma
relação em que há benefício mútuo para os indivíduos envolvidos. A maioria vive associada a seres fotossintetizantes,
como plantas, cedendo-lhes parte da água e dos nutrientes que as hifas absorvem
do solo. Falaremos mais sobre esse tipo de relação mais no fim desse post.
FUNGOS PREDADORES:
As hifas desses fungos, na maioria dos casos, secretam substâncias
aderentes que aprisionam os organismos que tocam os fungos. Dessa maneira, as
hifas penetram o corpo da presa, crescem e se ramificam, espalhando-se no
interior do organismo e absorvendo seus nutrientes, causando-lhe a morte.
CLASSIFICAÇÃO:
Dentro da classificação do reino, há quatro filos, os quais serão
especificados aqui.
- FUNGOS SEM CORPO DE FRUTIFICAÇÃO:
Zigomicetos
Vivem no solo, formam esporos flagelados e menos frequentemente ocorre a
reprodução sexuada sem formação dos corpos de frutificação. Nesse grupo,
encontram-se os fungos que se associam com as raízes formando as micorrizas,
envolvidas na produção do molho shoyu, hormônios anticoncepcionais e
medicamentos anti-inflamatórios.
Quitridiomicetos
Esses fungos vivem principalmente em ambientes de água doce ou salgada.
São conmopolitas, ou seja, existem em diversas regiões do planeta. Podem ser
parasitas ou saprófagos. Uma característica importante desse grupo é a presença
de células dotadas de flagelo em uma fase da vida.
- FUNGOS COM CORPO DE FRUTIFICAÇÃO
Ascomicetos
Formam o asco, estrutura produtora de esporos. O principal modo de
reprodução dos ascomicetos é o assexuado, sendo por brotamento nos seres
unicelulares e por esporulação nos pluricelulares, que na extremidade das hifas
formam-se os conidióforos, estruturas que formam esporos denominados conídios.
Nesse grupo, encontram-se as leveduras, os fungos que produzem a penicilina,
alguns desses associam-se às algas formando os líquens, alguns atacam cereais
como Claviceps purpúrea e a ingestão do mesmo causa ergotismo, provocando
alucinações, convulsões, espasmos nervosos e até a morte.
Basidiomicetos
São os mais conhecidos como os cogumelos e orelhas-de-pau, alguns são
comestíveis, entretanto outros contêm substâncias alucinógenas, outros atacam
vegetais causando a doença denominada ferrugem. Embora possam se reproduzir
assexuadamente, a reprodução sexuada é a mais frequente, onde duas hifas
diploides fundem-se e formam hifas dicarióticas que crescem e formam o corpo
frutífero (chapéu), chamado basidiocarpo. Na parte inferior dessa estrutura, as
hifas fundem-se formando núcleos diploides que sofrem meiose, originando quatro
núcleos haplóides que se direcionam para a ponta da hifa que cresce e forma uma
projeção denominada basídio que irá originar os esporos chamados basidiósporos,
que germinam e reiniciam o ciclo.
ASSOCIAÇÃO MUTUALÍSTICA:
Uma característica importante de alguns fungos é a capacidade de viver
associados mutualisticamente a outros organismos. Dois exemplos são de grande
relevância: os líquens e as micorrizas.
LÍQUENS:
Os líquens são associações entre fungos e microrganismos autótrofos fotossintetizantes
em que ambas as espécies envolvidas obtêm vantagens, principalmente
nutricionais. Os fungos que constituem os líquens são representantes dos
ascomicetos ou dos basidiomicetos. Na maioria das vezes, os seres autótrofos
são clorofíceos (algas verdes). O corpo do líquen recebe o nome de TALO.
Geralmente, eles se encontram em locais com condições ambientais desfavoráveis
à existência de vida, o que os caracteriza como organismos pioneiros.
MICORRIZAS:
Micorrizas são associações entre fungos e raízes de plantas. A planta
fornece ao fungo compostos orgânicos fotossintetizados, enquanto o fungo, por
meio da decomposição de matéria orgânica do solo, fornece à planta nutrientes
minerais, como sais de nitrogênio e de fósforo. Essa associação também é de
interesse econômico, já que reduz a necessidade de fertilizantes ricos em
fósforo, aumentando a produtividade.
IMPORTÂNCIA:
· Atuam como organismos compositores ou
saprófitos, reciclando a matéria na natureza, o que é fundamental para a manutenção
de vida na Terra.
· Metarhizium anisopliae é usado em
controle biológico no combate de seres nocivos às plantações, como certos
besouros e cigarrinhas
ANTIBIÓTICOS:
O médico inglês ALEXANDER FLEMMING pesquisava maneiras de tratar as
infecções bacterianas no período da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), visto
que muitas pessoas morriam em decorrência das feridas que infeccionavam. Sua
descoberta, porém, veio apenas em 1928 e de maneira inusitada.
Dr. Fleming tirou férias no mês de agosto de 1928. Antes de viajar, ele
acabou esquecendo placas de cultura de estafilococos na mesa. Normalmente as
placas eram guardadas em geladeira. Depois das férias, quando voltou ao trabalho,
no mês de setembro, ele percebeu que essas placas estavam com mofos. Separou-as
para fazer a limpeza com lisol. Ele percebeu, então, que em uma dessas placas
havia um halo transparente em torno de um mofo. Logo ele percebeu que o fungo
estava produzindo uma substância bactericida. O fungo (mofo) da placa era o
PENICILLIUM (por isso o nome da substância antibiótica foi penicilina). O
cientista passou então a reproduzir o fungo em laboratório e explorar o
conteúdo das bactérias e seus reagentes naturais.
Em 1940 doutores da Universidade de Oxford retomaram as pesquisas de
Fleming. A partir de então, começaram a reproduzir a penicilina em escala
industrial para uso medicinal.
FUNGOS NA ALIMENTAÇÃO:
Existem algumas espécies de fungos pluricelulares, como os champignons
(Agaricus bisporus), que são utilizados como alimento.
Na fabricação do álcool etílico e das bebidas alcoólicas, como o vinho e
a cerveja, é fundamental a participação dos fungos do gênero Saccharomyces, que
realizam fermentação alcoólica, convertendo açúcar em álcool etílico. Esses
fungos, conhecidos também como leveduras, são anaeróbicos facultativos, já que
realizam respiração aeróbica em presença de gás oxigênio e fermentação na
ausência desse gás.
Alguns fungos são utilizados na indústria de laticínios, como é o caso do
Penicillium camemberti e do Penicillium roqueforte, empregados na fabricação
dos queijos Camembert e Roquefort, respectivamente.
Algumas espécies de fungos são utilizadas diretamente como alimento pelo
homem. É o caso da Morchella e da espécie Agaricus brunnescens, o popular
cogumelo ou champignon, uma das mais amplamente cultivadas no mundo.
Esperamos que todos tenham compreendido! Até o próximo post!
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
PAULINO, Wilson
Roberto. Biologia, volume único. 10ª Edição. São Paulo: Editora Ática S.A.,
2009.
MIRANDA, Juliana. A
origem dos antibióticos. Disponível em < http://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/a-origem-dos-antibioticos.html>
. Acesso em 20 de março de 2019.
BLOG SÓ BIOLOGIA.
Fungos. Disponível em
<http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos/biofungos2.php>. Acesso em
20 de março de 2019
NEVES, Roberta das.
Fungos. Disponível em: <
http://educacao.globo.com/biologia/assunto/microbiologia/fungos.html >. Acesso em 15 de abril de 2019.
FAVARETTO, José Arnaldo. Biologia - Unidade e Diversidade 2.
1ª Edição. São Paulo: FTD, 2016










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