VÍRUS
Integrantes: LUCAS PEREIRA (51050), ESTER
ESPEZIM (41075), SANTANNA (48121), VIEIRA (58069) e VIZZOTTO (91597)
Turma 204
Bem-vindos a mais um post
do nosso Blog! Hoje iremos falar um pouco sobre os VÍRUS, pequenos organismos que estão muito presentes em nosso
cotidiano, mas que pouco sabemos sobre eles.
HISTÓRIA:
No século XIX, já se sabia que
diversas doenças transmissíveis eram provocadas por bactérias, microrganismos
que podiam ser observados ao microscópio de luz, porém o vírus não era do
conhecimento dos cientistas ainda. O processo que levou à descoberta dos vírus
começou em 1892, quando o botânico russo D. IWANOWSKI concluiu que o agente
causador do mosaico do tabaco atravessava filtros que retinham todas as
bactérias conhecidas e suspeitou da existência de microrganismos bem menores.
Por causa disso, os vírus só puderam ser vistos a partir da primeira metade do
século XX, com o advento do microscópio eletrônico.
Após esse estudioso, vieram muitos
cientistas que comprovaram suas afirmações e fizeram novas descobertas, o que,
cada vez mais aproximava a ciência dos vírus. Em 1898, o engenheiro químico
MARTINUS BEIJERINK repetiu as experiências de Ivanovski, porém foi muito além.
Ele viu que o poder infeccioso encontrado nas folhas de tabaco não se tratava
de uma bactéria, mas, sim de um princípio ao mesmo tempo “vivo”, já que se
reproduzia, e “fluido”, pois atravessava os poros da vela. Ele os chamou de
Contagium vivum fluidum. O “vírus” do tabaco foi o primeiro a ser identificado.
CARACTERÍSTICAS
GERAIS:
Diferentemente de todos os organismos,
os vírus são ACELULARES (não apresentam
estrutura celular); não realizam atividade metabólica quando fora de uma célula
hospedeira, dependendo desta para sintetizar suas moléculas e se multiplicar
(imagem abaixo, vírus do resfriado comum em amarelo). Por isso são considerados
ENTIDADES AUTO-REPLICANTES DEPENDENTES
DAS CÉLULAS HOSPEDIRAS. São também PARASITAS
INTRACELULARES OBRIGATÓRIOS, pois utilizam o equipamento biológico das
células parasitadas - causando prejuízo. Além de reproduzir-se apenas no
interior de células vivas.
As características citadas acima
deixam dúvidas à comunidade científica quanto à natureza dos vírus, o que os
exclui de qualquer reino dos seres vivos.
Como esses microrganismos dependem do
metabolismo de um hospedeiro para se multiplicar, a explicação mais aceita
entre os pesquisadores de sua origem sugere que os vírus se desenvolveram de
pedaços de DNA de seus próprios hospedeiros. Ou que teriam evoluído de seres
extremamente reduzidos ou de moléculas primitivas (quando surgiram as primeiras
células).
A
ESTRUTURA DOS VÍRUS:
O GENOMA
dos vírus é constituído por pequena quantidade de um tipo de ácido nucléico
(DNA, RNA ou ambos), cuja fita pode ser única ou dupla. O genoma está protegido
por uma capa proteica, denominada CAPSÍDEO,
formada pela união de subunidades proteicas menores (figura A). Em alguns
vírus, como HIV, que causa a AIDS, ou o vírus causador da gripe, há um segundo
envoltório membranoso lipoproteico ao redor do capsídeo, denominado ENVELOPE LIPOPROTEICO (figura B).
Os vírus podem ser encontrados em dois estados distintos:
· METABOLICAMENTE
INATIVO, denominado VÍRION:
trata-se de um conjunto completo de genoma e capsídeo. As características
estruturais do vírion são muito variadas, com diversos tipos morfológicos
classificados em famílias virais. O vírion necessita de instrumentos para ser
visualizado.
· NA
FORMA INFECTANTE DO VÍRUS: o processo de infecção ocorre devido à interação
altamente específica entre as proteínas do vírus e as da superfície celular,
que atuam como receptores, permitindo a aderência do vírus à célula a ser
infectada.
MULTIPLICAÇÃO
VIRAL:
A multiplicação viral depende de dois
fatores: a) a invasão da célula hospedeira; e b) o domínio de seu metabolismo.
O processo de multiplicação varia de
acordo com a espécie viral. Alguns vírus podem entrar completos na célula (com
o capsídeo). Outros podem introduzir apenas o genoma no citoplasma da célula
infectada. Os vírus com envelope, como o HIV, podem fundir o envelope à
membrana da célula e liberar o capsídeo no citoplasma. O ácido nucleico é o
responsável pela formação de novos vírions, com a formação do genoma viral e do
capsídeo. A partir de uma única célula infectada, um vírus pode originar
centenas de novas partículas virais.
Multiplicação de um bacteriófago:
Um bacteriófago (imagem abaixo), ou
simplesmente fago, é o nome dado aos vírus que só infectam seres procarióticos.
Sua multiplicação se dá através do:
· CICLO LISOGÊNICO: o vírus
perfura a membrana da bactéria e injeta nela o seu material genético, que se
integra ao cromossomo bacteriano. Em seguida, o genoma viral pode permanecer
latente na bactéria por longos períodos, integrado ao cromossomo bacteriano,
mas sem alterar o metabolismo da célula. Quando esta em processo de divisão,
seu material genético, com o genoma do vírus, se duplica e é dividido entre as
células-filhas. Assim, cada célula infectada começa um ciclo de transmissão do
vírus a cada reprodução e toda a sua descendência estará infectada.
Veja, na imagem abaixo, como um vírus
invade uma célula.
· CICLO LÍTICO: o vírus
insere seu material genético, através da
fusão do envelope viral, da endocitose ou de forma direta, passando a
dominar o metabolismo da célula hospedeira e acabando por destruí-la no final.
Abaixo temos uma imagem que explica,
de forma mais clara, esses dois ciclos. Para que possa compreender, você deve
analisa-la com muita atenção, ligando os desenhos às descrições acima.
TIPOS
ESPECIAIS DE VÍRUS:
- RETROVÍRUS: Possuem
RNA como material genético e apresentam a enzima transcriptase reversa,
responsável por realizar a síntese de DNA a partir de um molde de RNA. Exemplo
mais comum é o HIV, causador da AIDS.
- BACTERIÓFAGOS: Atacam bactérias e
possuem na cauda fibras que contribuem para a fixação à parede das bactérias
que serão infectadas.
IMPORTÂNCIA
AMBIENTAL DOS VÍRUS:
Os vírus sofrem muitas mutações e, por
isso, apresentam grande variabilidade genética, o que contribui para uma rápida
adaptação às novidades ambientais. Pesquisas recentes mostram que os vírus são
abundantes em ambientes aquáticos, onde influenciam o crescimento e a
mortalidade de outros organismos. A morte dos organismos infectados, no
ambiente aquático, disponibiliza nitrogênio, carbono e outros nutrientes para o
ambiente. Portanto, os vírus têm um impacto significativo nos ciclos de
nutrientes dos ambientes aquáticos.
Além disso, há evidências de que os
vírus, desde o surgimento da vida na Terra, são um importante fator de seleção
natural. É importante lembrar ainda que os vírus podem ser utilizados como
instrumento terapêutico. Eles desempenham papel central na técnica denominada
terapia gênica (explicado abaixo), utilizada no tratamento de determinadas
doenças humanas, como as enfermidade genéticas (doenças em que o organismo
apresenta alguma falha no material genético que impede seu bom funcionamento) e
certos tipos de câncer.
“Por terapia gênica se entende a
transferência de material genético com o propósito de prevenir ou curar uma
enfermidade qualquer. No caso de enfermidades genéticas, nas quais um gene está
defeituoso ou ausente, a terapia gênica consiste em transferir a versão
funcional do gene para o organismo portador da doença, de modo a reparar o
defeito.”
CARÁTER
PATOGÊNICO DO VÍRUS:
Infecção é a invasão e proliferação de
um microrganismo patogênico no interior de um ser vivo, denominado de
hospedeiro, porém, este nem sempre sofre danos. O resultado de uma infecção
depende da virulência do agente patogênico e do estado físico do hospedeiro.
Em infecções virais pode haver um
período de incubação, isto é, um intervalo entre a infecção e o aparecimento de
sintomas. Em alguns casos, a célula hospedeira sofre lise, com a liberação de
novos vírions; em outro, a célula não é destruída, mas modificada: o genoma
viral une-se ao da célula, que passa a se reproduzir desordenadamente, gerando
um tumor. É o que acontece na infecção por oncovírus, vírus causadores de
câncer.
A grande variabilidade genética dos
vírus dificulta a produção de vacinas e de medicamentos para combatê-los.
Apesar de haver várias pesquisas em virologia, há poucas drogas virais. Exemplos de doenças causadas por vírus: HPV, Dengue, Zika, Chikungunya, Febre Amarela, AIDS e Gripe.
Vírus como o da raiva e o da varíola
possuem DNA, enquanto o vírus da gripe, poliomielite, AIDS e a maioria dos que
infectam plantas possuem RNA.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
FAVARETTO, José Arnaldo. Biologia - Unidade e Diversidade 2.
1ª Edição. São Paulo: FTD, 2016
PAULINO, Wilson Roberto. Biologia, volume único. 10ª Edição. São Paulo:
Editora Ática S.A., 2009
CHASTEL, Claude. A Descoberta de um Novo Mundo. Scientific American
Brasil, página 6 à 12.
BLOG SÓ BIOLOGIA. Terapia Gênica. Disponível em:
<http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Biotecnologia/terapia_genica.php
>. Acesso em 16 de março de 2019.






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