REINO MONERA
Integrantes: LUCAS PEREIRA (51050), ESTER
ESPEZIM (41075), SANTANNA (48121), VIEIRA (58069) e VIZZOTTO (91597)
Turma 204
Bem-vindos a mais um post do nosso
Blog! Hoje falaremos um pouco mais sobre o reino Monera, ao qual pertencem as bactérias.
HISTÓRICO:
Primeiramente, é importante citar
um pouco do histórico das bactérias. Esses seres unicelulares foram descobertos
em 1683 por um negociante holandês chamado ANTON VAN LEEUWENHOEK, que tinha
como passatempo polir lentes e construir microscópios. Com um desses aparelhos
construídos, ele observou resíduos retirados de seus próprios dentes e, para
sua surpresa, viu seres minúsculos em forma de bastonetes. Em suas descrições,
ele se refere a esses seres microscópicos como animálculos, que em latim,
significa pequenos animais.
Mais tarde, em 1828, o alemão
C.G. EHRENBERG introduziu apalavra bactéria, buscando na língua grega, a
palavra ΒΑΚΤΗΡΙΟΝ (bakterion) que significa "pequeno bastão"
(referindo-se às bactérias que tinham essa forma).
LOUIS PASTEUR e ROBERT KOCH foram
os primeiros cientistas a descrever o papel das bactérias como vetores de
várias doenças. O médico alemão Koch identificou em 1877 a bactéria causadora
de uma doença do gado chamada carbúnculo hemático ou antraz (Bacillus
anthracis). Essa doença é altamente virulenta e letal (tanto para o gado como
para o homem).
As bactérias são os organismos
mais antigos em nosso planeta, e seus vestígios podem ser encontrados em rochas
com 3,8 bilhões de anos, especialmente na Austrália. Elas pertencem ao Domínio
Bacteria (que inclui as eubactérias e as archeias). Todas as bactérias são
organismos unicelulares, procariontes (não possuem envoltório nuclear,
carioteca), nem organelas membranosas.
Vamos utilizar aqui também os
conhecimentos adquiridos nos outros posts desse blog: um cladograma. Ao
analisarmos a composição molecular dos organismos, podemos separá-los em três
grandes grupos (ou domínios): BACTÉRIAS, ARQUEAS e EUCARIOTOS. Este último
grupo é o único a possuir seres eucarióticos.
Apesar de serem ambos seres
procarióticos, existem algumas características que separam as bactérias das
arqueas, como diferenças na estrutura do material genético, no metabolismo e na
composição da parede celular.
ESTRUTURA DAS
BACTÉRIAS:
As bactérias se caracterizam por
serem seres unicelulares, e por serem procariotos, não há uma membrana que
envolva o material genético, o qual se localiza no nucleoide na forma de um
único cromossomo circular.
As células bacterianas são, em
sua maioria, envoltas por uma rígida parede celular que protege a célula,
impedindo que ela exploda por excesso de água. A parede celular também define a
forma da bactéria.
São compostas então por uma CÁPSULA BACTERIANA, pela PAREDE CELULAR formada de
peptidioglicano em alguns casos, pelas FIMBRIAS, pelos FLAGELOS, pela MEMBRANA PLASMÁTICA, pelos RIBOSSOMOS, pelo CITOPLASMA e pelo DNA.
Quanto à forma, as bactérias
podem ser classificadas em cocos (forma esférica), bacilos (com forma de
bastonete) e espirilos (com forma de um bastonete recurvado). Os espirilos
propriamente ditos têm várias espiras, enquanto os vibriões têm uma espira
incompleta e lembram uma vírgula. Confira as imagens abaixo para melhor
compreender essa classificação. A primeira traz uma representação mais
didática, e as outras trazem exemplos reais do que já aprendemos.
Staphylococcus aureus, bactérias do tipo coco.
Vibrio cholerae, bactérias do tipo vibrião
Bacillus sp., bactérias do tipo bacilo.
Spirillum volutans, bactérias do tipo espirilo.
Além disso, algumas bactérias
patogênicas possuem também uma cápsula, que facilita a aderência aos tecidos do
hospedeiro.
Certas bactérias têm flagelos,
que são longos filamentos proteicos que ajudam na locomoção da célula. Muitas
bactérias patogênicas apresentam também fibras proteicas curtas, chamadas pili,
que também contribuem na adesão ao hospedeiro.
MATERIAL GENÉTICO E
REPRODUÇÃO:
As bactérias podem se reproduzir de quatro formas
diferentes, que veremos a seguir.
- BIPARTIÇÃO, CISSIPARIDADE ou DIVISÃO BINÁRIA SIMPLES:
reprodução assexuada na qual a bactéria se divide em duas, depois em quatro,
oito, e assim por diante.
- TRANSFORMAÇÃO: a bactéria incorpora fragmentos livres de
DNA de outras bactérias, já mortas
- CONJUGAÇÃO: transferência de DNA entre duas bactérias,
através de um pili sexual - após isso, as bactérias se separam e se reproduzem
assexuadamente.
- TRANSDUÇÃO: um bacteriófago inicia um ciclo lítico,
incorporando pedaços do DNA da bactéria ao seu próprio DNA - depois, ao
infectar outra bactéria, ele transfere esse DNA à nova bactéria.
ALIMENTAÇÃO:
Se considerarmos a forma de
obtenção de alimento, podemos classificar as bactérias em AUTOTRÓFICAS e
HETEROTRÓFICAS. Como já deve ser de conhecimento prévio por estudos sobre
biologia em momentos anteriores, são considerados autotróficos aqueles
organismos que são capazes de produzir seu próprio alimento, e heterotróficos
aqueles que não são capazes.
Entre as bactérias
heterotróficas, encontram-se as saprofágicas e as parasitas. As primeiras obtêm
alimento a partir de cadáveres e restos de seres vivos, enquanto as parasitas
encontram esse alimento em tecidos de seres vivos, muitas vezes causando-lhes
doenças. Elas também utilizam da fermentação e da respiração aeróbica (podendo
viver na presença de oxigênio, na ausência de oxigênio, ou ainda serem
anaeróbias facultativas, ou seja, podem viver com ou sem oxigênio) para se
alimentarem.
Entre as autotróficas, as
bactérias podem ser:
1.
FOTOSSINTETIZANTES, que utilizam a luz como fonte de energia para
síntese de compostos orgânicos. Algumas dessas bactérias, como as proclorófitas
e as cianobactérias, realizam fotossíntese semelhante à das plantas e algas.
2.
QUIMIOSSINTIZATES, que utilizam a energia liberada em reações de
oxidação de compostos inorgânicos como fonte de energia para produção de seu
alimento.
Observe o esquema abaixo para melhor compreender esses
fatos.
BACTÉRIAS E DOENÇAS:
Vejamos agora algumas doenças causadas por bactérias:
Para tratar essas doenças, muitas vezes são utilizados
antibióticos.
CIANOBACTÉRIAS:
As
cianobactérias já foram classificadas como algas pertencentes à divisão
Cyanophyta e à classe Cyanophyceae. Por isso, são também conhecidas como
cianofíceas ou algas azuis. Os sistemas de classificação mais recentes colocam
as cianobactérias como pertencentes ao grupo das bactérias.
As cianobactérias são encontradas
na água doce, na água salgada, em solos úmidos e também recobrindo superfícies
rochosas e troncos de árvores, geralmente exibindo vida livre, mas também
formando colônias. Por vezes, se associam a outros seres estabelecendo relação
de mutualismo. A reprodução é assexuada, ocorrendo principalmente por divisão
simples ou cissiparidade.
As cianobactérias são autótrofas
fotossintetizantes e algumas espécies são capazes de fixar gás nitrogênio da
atmosfera. Essas duas características contribuem para a proliferação desses
organismos em certas condições ambientais consideradas desfavoráveis para a
maioria dos seres vivos.
ARQUEAS:
As arqueas,
também conhecidas como arqueobactérias, constituem um grupo de microrganismos
unicelulares e procariontes no qual estão seres aeróbicos, anaeróbicos,
autótrofos e heterótrofos.
Por viverem em condições
ambientais consideradas extremas, normalmente inóspitas a outros grupos de
seres vivos, muitas espécies de arqueas são chamadas de extremófilas. Elas
foram encontradas se desenvolvendo, por exemplo, em ambientes com elevado teor
de sal ou em fontes termais ácidas com temperatura entre 60 e 80ºC; algumas
espécies apresentam temperatura ótima de crescimento superior a 100ºC. Mas
várias espécies de arqueas podem ser encontradas também em condições ambientais
consideradas normais para a vida.
Bactérias e arqueas são seres
unicelulares e procariontes, mas apresentam importantes diferenças entre si.
Análises recentes no sequenciamento de DNA e RNA em arqueas e bactérias têm
mostrado que esses dois grupos apresentam notáveis diferenças genéticas, a
ponto de se considerar que as arqueas são evolutivamente mais próximas dos
eucariontes do que das bactérias (observar cladograma apresentado no início
deste post).
IMPORTÂNCIA DAS
BACTÉRIAS:
Apesar de parecer que não, as
bactérias são muito importantes. Primeiramente, elas são consideradas os
primeiros seres vivos a existirem no planeta, portanto são a origem da vida na
Terra. Elas também desempenham diversas funções ecológicas, como decomposição,
ciclagem de nutrientes, produção de gás oxigênio e de matéria orgânica. Além
disso, também há o uso industrial das bactérias. As bactérias dos gêneros
Lactobacillus e Streptococcus são utilizadas para a produção de iogurtes,
queijos e coalhadas, enquanto as do gênero Acetobacter são usadas para a
transformação do vinho em vinagre.
Bom, desejamos que você tenha
entendido a matéria e aprendido um pouco mais sobre bactérias! Esperamos todos
nos próximos posts do blog!
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
FAVARETTO, José Arnaldo. Biologia - Unidade e Diversidade 2.
1ª Edição. São Paulo: FTD, 2016
PAULINO, Wilson Roberto. Biologia, volume único. 10ª Edição.
São Paulo: Editora Ática S.A., 2009.
PAIM, Antônio Carlos. Reino Monera: histórico. Disponível
em: <
http://segundocientista.blogspot.com.br/2015/03/reino-monera-historico.html>.
Acesso em 18 de março de 2019.
PAIM, Antônio Carlos. Classificação das bactérias quanto a
nutrição. Disponível em:
<http://segundocientista.blogspot.com.br/2015/03/classificacao-das-bacterias-quanto.html>.
Acesso em 18 de março de 2019.
CARRAMATE LOPES, Maria Graciete. Bactérias (2): Estrutura,
modo de vida e classificação. Disponível em:
<https://educacao.uol.com.br/disciplinas/biologia/bacterias-2-estrutura-modo-de-vida-e-classificacao.htm>.
Acesso em 18 de março de 2019.
ELIAN, Samir. O que não me mata me faz mais forte? — III:
mecanismos de recombinação (parte 1). Disponível em: <
http://scienceblogs.com.br/meiodecultura/tag/bacterias/page/5/ >. Acesso em
19 de março de 2019.















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